Chocolate cookies – homenagem à Onni

Esse mês ganhei meu primeiro visitante asiático no blog. Veio da Coreia do Sul. Claro que isso me lembrou da minha única amiga que vive lá, na verdade minha única amiga oriental, Sofia. E lembrando dela, que conheci em North Vancouver, lembrei das aulas de culinária que fizemos juntas com a megera miss Lactin, na Seycove Secondary – que saudade. Aqui fica uma lembrança da querida Miss Lactin, a carrasca que botava 1 ovo e meio na receita e cuidava pra ver se separávamos na metade exata.

Cookies de chocolate – fácil e preciso!

– 125ml de manteiga em temperatura ambiente

-125ml de açúcar mascavo

– 60ml de açúcar

– 1 ovo

– 2ml de baunilha (falei que ela era carrasca! vale uma colherinha bem rasa)

– 2ml de bicarbonato de sódio

– 1ml de sal (a boa e velha pitada)

– 310ml de farinha

– 125ml de gotas de chocolate

Pré-aquecer o forno médio. Misturar farinha, bicarbonato e sal e reservar. Em outro recipiente, bater a manteiga com os dois açúcares, ovos e baunilha. Quando homogêneo, adicionar a mistura dos ingredientes secos aos poucos. Colocar as gotinhas e mexer na  mão. Assar entre 8 e 10 minutos. Quem gostar pode polvilhar um açúcar depois que os biscoitos esfriarem. Foto: foodnetwork

 

Mac n cheese

ImageSe minha ida aos Estados Unidos mês passado serviu para alguma coisa – gastronomicamente falando -, foi para, após seis anos, voltar a comer macaroni com queijo. Idolatrado na terra do tio Sam, mac and cheese pode ser realmente muito bom, mas precisa de cuidado para fazer. Assim que voltei da viagem, vi na Band um cozinheiro fazendo a receita e jurando de pé junto que tinha ido aos EUA aprender; não me convenceu por várias razões. De cozinhar o macarrão na água, separado do molho, à usar muçarela e amido para engrossar o creme, nada fez muito sentido pra mim. Repasso agora a receita do originalíssimo, resgatada dos tempos que morava no Canadá e a grandma me apresentou ao mac! foto: simplyrecipes

– 4 xícaras de leite integral ou semi-desnatado

– 3 xícaras de macaroni ou um macarrão pequeno (eliche, penne, fusilli…)

– 4 colheres de sopa de manteiga

– 2 xícaras de queijo cheddar ralado

– sal, pimenta e noz moscada, para quem quiser

– para cobrir, bacon ou farelo de pão torrado (meia xícara basta)

Muito fácil fazer! Cozinhar o macarrão no leite, sem deixar levantar fervura. Quando ameaçar, baixar o fogo. Deixar cozinhar um pouquinho além do al dente; o macarrão deve absorver boa parte do leite. Em outra panela, derreter a manteiga e o queijo e temperar. Quando o queijo estiver bem derretido, juntar tudo, arrumar em uma travessa, colocar pão ou bacon torrado (ou ambos ;D) por cima e assar em fogo médio por 20 minutos ou até a parte de cima estar douradinha.

Gaspacho!

Ter vivido em Sevilha no ano passado me rendeu algumas boas receitas, já que a capital da Andaluzia é uma mistura incrível de culturas, o que sempre resulta em cardápios fartos e deliciosos. Mas sem dúvida a minha preferida é a que vem a seguir: a do Gazpacho.

Para quem nunca ouviu falar, nada mais é que tomate batido com algumas outras coisinhas e engrossado com miolo de pão. É quase uma sopa… A textura é singular, já que o que predomina é o tomate e nenhum espessante do tipo creme é usado. E o detalhe mais importante: deve ser servido frio!

A foto [crédito: notesfromspain] mostra uma maneira bem típica de servi-lo na Espanha: mistura bem homogênea com acompanhamentos picados para a pessoa se servir do que quiser (ovo, pimentão, cebola, tomate, picles, torrada…). Agora o mais importante, a receita facílima, para 4 pessoas:

– 6 tomates grandes sem pele e sem semente (isso é bem importante para dar a consistência ideal)

– 2 pimentões verdes

– 1 dente de alho (ou mais para quem gostar)

– 2 fatias de pão amanhecido ou o miolo de 4 pães de trigo hidratados com água gelada (só o suficiente para cobri-los)

– sal, pimenta, azeite de oliva e vinagre branco a gosto

Modo de fazer… bater tudo!

De volta com… canjica

Após mais de um mês no conserto, meu notebook voltou com o login do blog! Depois, foi o clima de férias que me manteve distante do computador, mas, antes que chegue março para eu postar o primeiro post do ano, aí vai a receita perfeita para a quaresma: a canjica.
O termo vem do banto (kanjica), uma papa feita com a farinha de milho branco ou verde ralado – segundo o Aurélio. Outros dizem que a palavra vem do malaiala –  idioma de Malabar, região da Ásia –  Kanji, significando  “arroz com água”. O sociólogo Gilberto Freyre  dá a versão de que a canjica é prato nativo; contribuição indígena. Portanto, a história da canjica se confunde com hábitos muito remotos do consumo do milho e seus derivados na América.
Para quem se interessar nas possíveis origens do nome, recomendo esta página. Quanto à receita, deixo aqui a da mais nobre autoridade culinária que conheço, minha vó!
– 500ml de leite integral
– 1 garrafinha de leite de coco
– meia caixa de leite condensado
– 1 pacote de canjica
– 1 pacote de coco ralado
Deixar a canjica de molho uma hora e depois cozinhá-la na panela de pressão, coberta com água, por 30-40 min. -Recentemente usamos uma daquelas canjicas brancas que já vem pré-prontas, a vácuo, e ela surpreendeu demais; ficou tão boa quanto usando o grão cru. Nesse caso, não precisa cozinhar, né, apenas esquentá-la com o restante.

Bolo de tangerina + a história

Após postar tantas receitas de bolo (simples, formigueiro, cenoura, fubá, limão…) ficou faltando cobrir o propósito deste site: a história, as referências, as curiosidades. Enfim, compartilho aqui o que poderia ser a origem do bolo: no Egito eram feitos pães doces com xarope de frutas locais como as tâmaras. Na Grécia e em Roma eles também eram produzidos. No entanto, a real diferenciação entre bolos e pães data do Renascimento. A denominação em português deve ter vindo de bola, já que a forma do bolo remete às redondas. Já para o inglês cake, a origem é viking (norueguesa), da palavra kaka, que designa massas doces assadas. Veja aqui um excelente artigo da revista Aventuras na história, sobre a origem do bolo de aniversário, que remete a Ártemis, na Grécia antiga.

Por fim, uma receita que eu jurava que não ia dar certo, até fazê-la!

Bolo de tangerina

– 2 xícaras de açúcar

– 1 xícara de óleo

– 2 ovos inteiros

– 3 tangerinas com casca e sem sementes

– 3 xícaras de farinha de trigo peinerada

– 2 colheres de sopa de fermento em pó

Colocar no liquidificador/batedeira todos os ingredientes, menos a farinha e o fermento. Uma dica é ir colocando as cascas aos poucos e parar quando a massa começar a pesar demais. Quando formar um creme bem encorpado, adicionar a farinha peneirada. Depois, o fermento – agora misturando à mão. Assar em forma untada e enfarinhada a 180 graus por cerca de 35 minutos. Foto foodnetwork

O mundo dos cupcakes

Meu aniversário foi ontem e ganhei vários livros de culinária! Recomendo um deles agora: O mundo dos cupcakes, de Carole Crema e fotos (lindas, lindas, lindas e tentadoras) de Romulo Fialdini. O que eu mais gostei é que, além das imagens e das receitas – algumas merecem destaque porque são bem diferentes, tipo de lavanda ou goiabada com canela – todo o começo do livro é dedicado à busca do cupcake perfeito: massas, merengues, cremes, glacês, tudo é bem explicadinho. Depois, dicas para preparação, cozimento, finalização e até armazenamento e congelamento dos bolinhos, achei demais. Aos poucos irei compartilhando aqui algumas tentativas baseadas nessa obra!

Elas estão chegando…

Depois do sempre turbulento final de semestre acadêmico, lá vêm minhas forminhas de panetone!

Em breve, a receita, a história e um belíssimo teste de qualidade retirado de um livrinho-relíquia italiano.

Esse mês será todo dedicado à data mais linda do ano🙂

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