Pegando Fogo

“Minha definição de homem é: ‘animal que cozinha’. Os animais possuem, em certo grau, memória, discernimento, e todas as faculdades e paixões de nossa mente; mas nenhum animal é um cozinheiro… Apenas o homem é capaz de preparar um bom prato, e todo e qualquer homem é mais ou menos um cozinheiro, ao temperar o que ele próprio come.”  James Boswell

Hoje recomendo um livro que me foi indicado por um professor do Jornalismo, Pegando fogo – por que cozinhar nos tornou humanos. Ainda não acabei, mas a leitura flui rápido, pois são apenas umas 190 páginas de texto simples e agradável. No início é feita uma retomada histórica, mostrando como o cozimento dos alimentos está relacionado à evolução do ser humano desde os tempos de australopithecus, e depois o autor parte para discutir saúde alimentar, dietas, culinária e pesquisas realizadas nessas áreas. 

Para os leigos, são indicadas várias referências para buscar  mais informações sobre os assuntos abordados e muitas notas de rodapé para situar o leitor nos temas que surgem no decorrer da leitura. É importante lembrar que muitas ideias apresentadas são novas, o que gera componentes especulativos, mas isso é bem delineado pelo autor, que explica durante a obra, quais partes ainda precisam de mais evidências e quais já estão bem documentadas.

O livro foi indicado pelo New York Times como um dos melhores de 2009 – ano em que foi lançado nos EUA. Por aqui ele chegou no começo deste ano, mas não emplacou nos mais vendidos. No final de junho, concorreu ao prêmio da BBC para obras de não-ficção, que entrega 20 mil libras para o vencedor (quem ganhou foi Nada a invejar: vidas reais na Coreia do Norte, da jornalista americana Barbara Demick)

Richard Wrangham, autor, é antropólogo biológico que dá aulas em Harvard e comanda o projeto “Kibale Chimpanzee”, em Uganda. Essa é a  pesquisa mais importante do mundo sobre comportamente de macacos. O livro custa cerca de 40 reais, mas procurando bem acha-se por ótimos preços, como aqui (nunca comprei nesse site, não sei se é confiável).

Pontos interessantes abordados da obra:

Para Wrangham, passamos a cozinhar antes de nos tornarmos humanos, e nos tornamos homens justamente porque passamos a cozinhar os alimentos.

Essa “hipótese do cozimento” afirma que o Homo erectus, ancestral de nós, sapiens, dominou o fogo e o cozimento há cerca de 1,8 milhão de anos, permitindo que tivéssemos acesso  a nutrientes e hábitos que nos mudariam para sempre.

Darwin escreveu que “a descoberta do fogo, provavelmente a maior já feita pelo homem depois da linguagem, aconteceu antes do início da história.” – ele considerava o fogo importante.

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