O mundo dos cupcakes

Meu aniversário foi ontem e ganhei vários livros de culinária! Recomendo um deles agora: O mundo dos cupcakes, de Carole Crema e fotos (lindas, lindas, lindas e tentadoras) de Romulo Fialdini. O que eu mais gostei é que, além das imagens e das receitas – algumas merecem destaque porque são bem diferentes, tipo de lavanda ou goiabada com canela – todo o começo do livro é dedicado à busca do cupcake perfeito: massas, merengues, cremes, glacês, tudo é bem explicadinho. Depois, dicas para preparação, cozimento, finalização e até armazenamento e congelamento dos bolinhos, achei demais. Aos poucos irei compartilhando aqui algumas tentativas baseadas nessa obra!

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O clube do biscoito

Nada como as promoções da Saraiva online para renovar o estoque de leitura. Comprei faz poucos meses O clube do biscoito e, neste exato momento, ele está com 10% de desconto na mesma loja. É uma leitura que vale a pena, apesar de ser bem “mulherzinha”. Não que seja um defeito, apenas uma particularidade. O subtítulo já deixa bem clara a proposta – onde o ingrediente mais importante é o amor.

O livro de Ann Pearlman conta a história de amigas que se reúnem logo após ao dia de Ação de Graças para compartilhar biscoitos que fizeram. Uma parte é saboreada e a outra, doada. Em meio às receitas, conhecemos as histórias de cada participante do grupo; cada um dos 12 capítulos se refere a uma delas. A minha parte preferida é o final de cada capítulo, quando aparecem as dicas sobre os principais ingredientes dos biscoitos e a história de seu uso na gastronomia.

O livro do queijo

Nesse último dia dos pais, aproveitando que o meu é um grande fã de queijo, o presente escolhido foi O livro do queijo – os melhores do mundo, organizado por Juliet Harbutt e vencedor do Gourmet Awards Cookbook 2010. Eu, como faço parte dos quase 75%  da população mundial que sofre com a intolerância à lactose (dados de Mahan e Escott-Stump), me limito a apreciar o processo e as boas historias que existem por trás do alimento.

E para conhecê-las, um bom começo é dar uma olhada nessa obra, que traz origem, notas de degustação e dicas de como apreciar mais de 750 tipos de queijo! Deve ter dado uma trabalheira para organizá-lo… Mas o resultado é primoroso, como uma enciclopédia: completo, organizado e muito bem ilustrado. Dá uma fome…

Ah, se meu corpinho soubesse produzir lactase direito 🙂

Sushi: sabor milenar

Um livrinho que chegou às minhas mãos por acaso, a partir da promoção Amo Ler da Saraiva… e me surpreendeu! É o estilo de leitura culinária que me agrada: mostra origens e motivos, instruindo a reconhecer um bom produto, não entregando receitas e métodos prontos. No prefácio, Alex Atala exalta essa mesma qualidade – nada de receitas. É mais estilo um manual, até uma enciclopédia, ainda que bem descontraída e pessoal, pois a opinião e experiência própria do autor está sempre presente.

Recomendaria para o mais leigo apreciador da culinária japonesa, até aos mais viciados, como eu. Aprendi várias coisas! Uma passagem que me marcou bastante foi a que fala sobre o nabo branco que serve como caminha para muitas peças. O motivo pelo qual se passou a colocá-lo ali foi porque o nabo absorve rapidamente qualquer pigmento com o qual entre em contato. Assim, a comida dos imperadores japoneses vinha sobre o nabo para, em caso de uso de alguma substância, como veneno, ele denunciasse ficando manchado!

Para saber sobre o autor e o lançamento recomendo o site da Fundação do Japão.

No site da Folha tem um podcast com o autor.

 

Fio de Azeite

Adoro livros de jornalistas… Esse é mais um que recomendo. Uma história totalmente voltada à gastronomia, com muitas informações e ainda assim um texto leve e agradável. No site da editora tem um belo resumo, com muito do que eu escreveria neste espaço, por isso sugiro a leitura no site da Casa da Palavra.

Na pior em Paris e Londres

Provavelmente meu livro preferido. A proposta inicial nada tem a ver com culinária, mas acaba que essa obra é um excelente registro de como funcionavam grandes cozinhas de hoteis luxuosos de Paris e Londres do início dos 1900.

Foi com este livro que nasceu George Orwell, o pseudônimo de Eric Blair, um jovem inglês determinado a se tornar escritor. Em 1928, instalou-se num hotel de Paris e em quinze meses escreveu dois romances e vários contos, material totalmente rejeitado pelas editoras. Seu dinheiro acabou e ele foi obrigado a procurar emprego. Acabou que grande parte deles foi em restaurantes e hoteis, lavando louça, por exemplo, o que permitiu que compreendesse o funcionamento, a forte hierarquia e as malandragens que aconteciam nesses ambientes.

Tudo é narrado nessa obra, com texto leve e objetivo, bastante sarcástico, com o autor diversas vezes zombando da própria condição. Na pior em Paris e Londres é, portanto, um texto autobiográfico, que mistura a narrativa jornalística com técnicas da ficção, deixando o relato do autor sobre a pobreza mais interessante do que possa parecer. Recomendo de verdade, assim como outras obras de Orwell, como 1984, Revolução dos bichos e Dentro da baleia.

Aprendiz de Cozinheiro

Aos 50 anos, logo após o término de um longo casamento, Bob Spitz resolve atravessar o Atlântico e se dedicar à paixão de cozinhar.

O livro narra a viagem de Spitz por escolas de culinária e restaurantes na França e na Itália. Intercaladas ao texto vêm as receitas mencionadas na história. Uma leitura fácil e agradável, com o enredo no mesmo tom de Comer, rezar, amar e tantos outros que fazem sucesso atualmente.

Bob Spitz é conhecido pelo seu bestseller The Beatles – A biografia, finalizado pouco antes do começo da história contada em Aprendiz de Cozinheiro. Escreve também artigos para o New York Times, Washington Post e outros renomados veículos americanos.

No site do gnt tem duas das receitas do livro:

Fricasse de frango ao curry

Tabule de abobrinha

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