A Grande Noite

Mais um filme que assisti vindo para a Espanha, na seleção de filmes de gastronomia da TAM. Essa comédia de 1996 mostra a história de dois irmãos italianos (de Abruzzo) que imigraram para uma pequena cidade de New Jersey Shore, EUA, onde abrem um restaurante italiano, o Paradise. Primo (Tony Shalhoub, de branco no cartaz) é um chef perfeccionista e extremamente ligado às tradições italianas e Secondo (Stanley Tucci) é o homem dos negócios, disposto a se descolar das tradições em nome do lucro. Essa diferença de mentalidade entre os dois gera muitos conflitos, que acabam influenciando negativamente nos negócios.

O proprietário de um restaurante famoso da cidadepropõe chamar um amigo dele, um grande músico de jazz, para promover o restaurante de Primo e Secondo. Assim os irmãos criam um cardápio fora desérie, que será servido aos convidados da Grande Noite. Mas na hora H, algo não sai como planejado…

Festa de Babette

Algo muito legal que teve no vôo da TAM que peguei para vir à Espanha era uma seção de filmes de culinária. Todos os títulos eu já tinha visto e comentado aqui, exceto Festa de Babette e A grande noite, mais antigos que os demais. Assisti aos dois e gostei bastante. Nunca tinha visto um filme dinamarquês…

Em 1871, a francesa Babette chega a um vilarejo na Dinamarca, fugindo da repressão à Comuna de Paris.Ela se emprega como faxineira e cozinheira na casa de duas solteironas, filhas de um  pastor local  que comandara uma espécie de seita, portanto senhoras bem influentes no local. Lá ela vive por quatorze anos, até que um dia fica sabendo através de uma carta que havia ganho uma fortuna na loteria francesa. Mas em vez de voltar à França para desfrutar do prêmio, ela pede permissão para preparar um banquete em comemoração aos centésimo aniversário do pastor. A princípio, os convidados ficam assustados, temendo ferir alguma lei divina ao aceitar um jantar francês, mas acabam comparecendo e se surpreendem.

Prêmios conquistados:

Cannes 1987 – prêmio ecumênico

Oscar 1988 de melhor filme estrangeiro

Globo de Ouro de 1989 na mesma categoria

 

Maria Antonieta

Apesar de não ter uma história muito envolvente, nem performances de encher os olhos por parte do elenco de nomes consagrados como Kirsten Dunst (papel principal), o filme sobre a vida da princesa austríaca – posteriormente rainha da França – Maria Antonieta vale pelo espetáculo gastronômico.

Lindos bolos e doces são peças fundamentais na construção dos cenários da filmagem, feita no palácio de Versailles, até mesmo nas áreas proibidas para a visita do público. Os banquetes retratados foram supervisionados para que parecessem bonitos – mesmo com o calor dos sets -, coerentes com a direção de arte e historicamente corretos. A produção é de Sofia Coppola, lançada em 2006, e ganhou o Oscar de melhor figurino.

Chocolate

Uma jovem mãe solteira e sua filha de seis anos se mudam para uma cidadezinha rural da França (Lansquenet-sous-Tannes, fictícia), onde abrem uma loja de chocolates. Os moradores locais tem costumes rígidos, sobretudo religiosos, e não creem no sucesso do estabelecimento, que funciona em frente à igreja.  A história mostra como a chocolatier trabalhará para conquistar a confiança da população.

No elenco, Juliette Binoche no papel principal, fazendo par com Jhonny Depp (uuuuh!). Conta também com Judi Dench e a pequena Victorie Thivisol. O filme, de 2000, concorreu ao Globo de Ouro de melhor trilha sonora e atrizes principal e coadjuvante, para Binoche e Dench, respectivamente, e ao Oscar de melhor filme contra grandes produções como Gladiador, O Tigre e o Dragão e Traffic; não levou nada! Muita gente considera a nomeação injusta para um filme como Chocolate, uma comédia romântica sem nada de espetacular, fora, talvez, as lindas paisagens

 

 

 

 

 

Fabricação e degustação do chocolate são pontos fortes do filme

Sem Reservas

Um filme apaixonante sobre o trabalho dos chefs de cozinha. Não é uma obra-prima que visa o Oscar, mas vale como um belo passatempo e uma história bonitinha, embora um pouco previsível (ah, os amores perfeitos…). O elenco é bom, com Catherine Zeta-Jones no papel principal e Aaron Eckhart e a pequena Abigail Breslin nas principais personagens secundárias.

A comédia romântica de 2007 é uma refilmagem do filma Simplesmente Marta, comédia dramática-romântica alemã, de 2001. Mostra a rotina da chef Kate, viciada em seu trabalho num conceituado restaurante, até o dia em que sua irmã morre e deixa a filha Zoe aos cuidados dela. Ocupada com as novas responsabilidades, o sous chef Nick começa a ganhar espaço na cozinha de Kate e a incitar uma disputa acirrada pelo comando dos trabalhos.

Veja o trailer aqui.

Ratatouille

Uma animação de 2007, produzida pela Pixar. Esse argumento basta para me convencer a assistir ao filme, pois na minha humilde opinião cinematográfica, a Pixar é o melhor estúdio de animação do mundo. Foi o oitavo filme da companhia (agora, Disney Pixar), e o nome, muito bem bolado, faz referência tanto ao prato frânces Ratatouille, que aparece em algum momento da trama, quanto aos atributos físicos da personagem principal. 🙂

O ratinho Remy vive com seu irmão e seu pai junto a um bando de ratos ladrões de comida, num sótão do interior da França. Remy tem um olfato e um paladar excepcionais e sonha em ser um chef de cozinha, algo condenado pelo bando, já que ele era muito bom em distinguir comida e armadilhas com veneno para rato. Um dia eles têm que abandonar o sótão onde vivem e ir para os esgotos da capital francesa. Lá, Remy fica próximo ao restaurante fundado por seu chef preferido, Auguste Gusteau (já morto), onde todos os dias vai dar uma olhada no movimento da cozinha. Em certa ocasião, chega Linguini, um jovem desengonçado, candidato à vaga de limpeza.

Logo no início do trabalho, o jovem faxineiro derruba uma panela de sopa pronta para servir e, rapidamente, tenta recriar a preparação, mas nada sabia de cozinha. Remy vê o desespero do menino e entra na cozinha para ajudá-lo na combinação dos ingredientes. A sopa é um sucesso e o restaurante acaba contratando Linguini para ajudar na cozinha. Para se manter no emprego, ele vai ter uma ajuda do ratinho aspirante a chef e aí começa uma boa amizade e uma parceria de sucesso.

Uma das coisas mais interessantes que li a respeito dessa produção foi o desafio para criar animações de comidas que parecessem deliciosas. Muitos chefes americanos e franceses foram consultados e os animadores fizeram aulas de culinária para entender o funcionamento das cozinhas comerciais. Também foram cuidadosamente selecionados músicas, diálogos e imagens abstratas para representar as sensações que as personagens sentiam quando comiam; metáforas sensoriais.

Exemplo de comida do filme: texturas e cores apuradas

Veja o trailer aqui. Em breve, a receita da Ratatouille francesa!

Trapaceiros

Como toda produção de Woody Allen, é do tipo ame ou odeie. Eu, particularmente, comecei a prestar mais atenção aos filmes dele a partir desse. Trapaceiros (Small time crooks) é uma comédia de 2000, não só dirigida por Allen, mas também com roteiro e atuação dele.

O filme conta a história de Ray Winkler (Woody Allen), um lavador de pratos ex-presidiário. A poucos quarteirões de sua casa há uma pizzaria vazia, disponível para alugar, vizinha a um banco. O trapaceiro planeja, então, alugar o local e a partir dali cavar um túnel até o cofre do banco. Para isso, abre no local uma loja de cookies (era a única coisa que sua esposa Frenchy [Tracey Ullman] sabia cozinhar), para servir de fachada e evitar suspeitas, achando que ninguém daria bola para o estabelecimento. Acontece que, em pouco tempo, os cookies começam a fazer sucesso e aparecer na mídia, atraindo muitos visitantes e dinheiro para o local… Vale a pena ver para conhecer o desfecho da história. Há quem diga que o filme esfria da metade para o final, mas de qualquer forma, cumpre seu papel de ser uma comédia leve e despretenciosa.

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