Mac n cheese

ImageSe minha ida aos Estados Unidos mês passado serviu para alguma coisa – gastronomicamente falando -, foi para, após seis anos, voltar a comer macaroni com queijo. Idolatrado na terra do tio Sam, mac and cheese pode ser realmente muito bom, mas precisa de cuidado para fazer. Assim que voltei da viagem, vi na Band um cozinheiro fazendo a receita e jurando de pé junto que tinha ido aos EUA aprender; não me convenceu por várias razões. De cozinhar o macarrão na água, separado do molho, à usar muçarela e amido para engrossar o creme, nada fez muito sentido pra mim. Repasso agora a receita do originalíssimo, resgatada dos tempos que morava no Canadá e a grandma me apresentou ao mac! foto: simplyrecipes

– 4 xícaras de leite integral ou semi-desnatado

– 3 xícaras de macaroni ou um macarrão pequeno (eliche, penne, fusilli…)

– 4 colheres de sopa de manteiga

– 2 xícaras de queijo cheddar ralado

– sal, pimenta e noz moscada, para quem quiser

– para cobrir, bacon ou farelo de pão torrado (meia xícara basta)

Muito fácil fazer! Cozinhar o macarrão no leite, sem deixar levantar fervura. Quando ameaçar, baixar o fogo. Deixar cozinhar um pouquinho além do al dente; o macarrão deve absorver boa parte do leite. Em outra panela, derreter a manteiga e o queijo e temperar. Quando o queijo estiver bem derretido, juntar tudo, arrumar em uma travessa, colocar pão ou bacon torrado (ou ambos ;D) por cima e assar em fogo médio por 20 minutos ou até a parte de cima estar douradinha.

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É muçarela!

Momento da sabedoria; É difícil alguém acertar na escrita… só pode ser preguiça de recorrer ao dicionário. O Houaiss diz que, ou escreve-se muçarela (versão aportuguesada) ou mozarela, derivada da italiana mozzarella. Muzarela á vi bastante, não sei se está certo. Mussarela, nem pensar. Acabei de ver esta última versão na Band. Não tem jornalistas lá?

O livro do queijo

Nesse último dia dos pais, aproveitando que o meu é um grande fã de queijo, o presente escolhido foi O livro do queijo – os melhores do mundo, organizado por Juliet Harbutt e vencedor do Gourmet Awards Cookbook 2010. Eu, como faço parte dos quase 75%  da população mundial que sofre com a intolerância à lactose (dados de Mahan e Escott-Stump), me limito a apreciar o processo e as boas historias que existem por trás do alimento.

E para conhecê-las, um bom começo é dar uma olhada nessa obra, que traz origem, notas de degustação e dicas de como apreciar mais de 750 tipos de queijo! Deve ter dado uma trabalheira para organizá-lo… Mas o resultado é primoroso, como uma enciclopédia: completo, organizado e muito bem ilustrado. Dá uma fome…

Ah, se meu corpinho soubesse produzir lactase direito 🙂

Grana

O queijo tipo Grana surgiu há quase mil anos, feito por monges da Padania,  norte da Itália. O nome faz referência à textura granular do produto, que fica entre 12 e 36 meses maturando até o ponto ideal, quando está com aroma frutado, cor levemente amarelada e a textura mencionada.

Além de delicioso, o Grana é ótimo para quem tem o organismo inimigo da lactose, como eu. 30g do queijo tem substâncias nutritivas equivalentes a meio litro de leite!

E adivinhem onde é feito o melhor Grana fora da Itália? Em Santa Catarina – oeste do estado -, pela Gran Padania do Brasil. Eles produzem o Gran Mestri (um tipo de Grana Padano), o mais nobre dos Grana. Há também o Parmigiano Reggiano na família… cada um tem suas características e são protegidos pelos D.Os (denominação de origem) italianos, que ditam as regras de produção, mas no Brasil conhecemos tudo como parmesão.

“A cada 45 dias o ‘Experto’ – mestre queijeiro – vem da Itália para o Brasil e submete os queijos a provas de qualidade, que levam em conta o aspecto externo, o grau de envelhecimento e a consistência da massa.

Todos os ingredientes necessários para a fabricação vêm direto da Itália. São utilizadas fôrmas especiais, que moldam e marcam o queijo, atestando a origem, legitimando a denominação e garantindo a qualidade do produto. A Gran Padania do Brasil é habilitada pelo Ministério da Agricultura para a exportação.” Informações de Beto Barreiros

 Organizando as ideias: Grana é a denominação para os queijos com as frestas e imperfeições que dão o aspecto granulado, incluindo o Parmegiano Reggiano e o Grana Padano, embora muitas vezes façamos simplificações, referindo-nos a eles como parmesão. As diferenças começam no tipo de leite usado para a fabricação desses dois tipos. Para fazer o Parmigiano, é usada uma mistura de leite integral e desnatado, maturada em mais de 18 meses, e na confecção do Padano, apenas leite semidesnatado, maturado por 15 meses (há exceções). No produto final, percemos que o Parmigiano fica mais salgado, enquanto o Padano deve ter um sabor suave e adocicado – dizem que deve lembrar abacaxi, mas aí já é outra história…