Mac n cheese

ImageSe minha ida aos Estados Unidos mês passado serviu para alguma coisa – gastronomicamente falando -, foi para, após seis anos, voltar a comer macaroni com queijo. Idolatrado na terra do tio Sam, mac and cheese pode ser realmente muito bom, mas precisa de cuidado para fazer. Assim que voltei da viagem, vi na Band um cozinheiro fazendo a receita e jurando de pé junto que tinha ido aos EUA aprender; não me convenceu por várias razões. De cozinhar o macarrão na água, separado do molho, à usar muçarela e amido para engrossar o creme, nada fez muito sentido pra mim. Repasso agora a receita do originalíssimo, resgatada dos tempos que morava no Canadá e a grandma me apresentou ao mac! foto: simplyrecipes

– 4 xícaras de leite integral ou semi-desnatado

– 3 xícaras de macaroni ou um macarrão pequeno (eliche, penne, fusilli…)

– 4 colheres de sopa de manteiga

– 2 xícaras de queijo cheddar ralado

– sal, pimenta e noz moscada, para quem quiser

– para cobrir, bacon ou farelo de pão torrado (meia xícara basta)

Muito fácil fazer! Cozinhar o macarrão no leite, sem deixar levantar fervura. Quando ameaçar, baixar o fogo. Deixar cozinhar um pouquinho além do al dente; o macarrão deve absorver boa parte do leite. Em outra panela, derreter a manteiga e o queijo e temperar. Quando o queijo estiver bem derretido, juntar tudo, arrumar em uma travessa, colocar pão ou bacon torrado (ou ambos ;D) por cima e assar em fogo médio por 20 minutos ou até a parte de cima estar douradinha.

Gaspacho!

Ter vivido em Sevilha no ano passado me rendeu algumas boas receitas, já que a capital da Andaluzia é uma mistura incrível de culturas, o que sempre resulta em cardápios fartos e deliciosos. Mas sem dúvida a minha preferida é a que vem a seguir: a do Gazpacho.

Para quem nunca ouviu falar, nada mais é que tomate batido com algumas outras coisinhas e engrossado com miolo de pão. É quase uma sopa… A textura é singular, já que o que predomina é o tomate e nenhum espessante do tipo creme é usado. E o detalhe mais importante: deve ser servido frio!

A foto [crédito: notesfromspain] mostra uma maneira bem típica de servi-lo na Espanha: mistura bem homogênea com acompanhamentos picados para a pessoa se servir do que quiser (ovo, pimentão, cebola, tomate, picles, torrada…). Agora o mais importante, a receita facílima, para 4 pessoas:

– 6 tomates grandes sem pele e sem semente (isso é bem importante para dar a consistência ideal)

– 2 pimentões verdes

– 1 dente de alho (ou mais para quem gostar)

– 2 fatias de pão amanhecido ou o miolo de 4 pães de trigo hidratados com água gelada (só o suficiente para cobri-los)

– sal, pimenta, azeite de oliva e vinagre branco a gosto

Modo de fazer… bater tudo!

Sopa de abóbora com hortelã e curry

Antes que o frio acabe, aí vai uma receita de sopa deliciosa, inusitada e bem refrescante!

– 1kg de abóbora

– 3 batatas médias/grandes

– 2 cubos de caldo de legumes ou galinha

– 1 litro de leite

– meio maço de hortelã (4 colheres de sopa)

– 1 cebola

– 50g de manteiga

– sal, pimenta, curry e azeite a gosto

Aquecer o azeite e refogar a cebola, com curry e sal. Adicionar o leite, esperar quase levantar fervura, abaixar o fogo e adicionar as batatas e a abóbora. Dissolver os cubinhos de caldo na mistura e deixar cozinhar por meia hora. Ao final do cozimento, checar se os legumes estão bem macios, acertar sal e pimenta e liquidificar com hortelã picada e manteiga.

Grelhando filés

Valorizando o produto local, repasso uma tabelinha com especificações para grelhar filés em cada ponto indicada pelo Beto Barreiros, proprietário do famosíssimo Box 32 de Florianópolis. Como tudo depende da temperatura e da distância da carne à brasa, o que segue abaixo é ideal para filés de 2,5 a 5cm de espessura, numa grelha preaquecida em temperatura alta.

A parte mais valorizada do boi – o mignon

Bem malpassado – um minuto para cada lado do mignon e dois para a picanha. Carne muito macia e interior vermelho escuro.

Malpassado – dois minutos para cada lado do mignon e três para a picanha. Carne macia e esponjoga, com interior vermelho. A preferida na França.

No ponto – três minutos para cada lado do mignon e quatro para a picanha. Carne levemente resistente com centro rosado. Preferência nacional!

Bem passado – tostar cada um dos lados da carne e finalizar com seis (mignon) a dez (picanha) minutos de forno em temperatura baixa. Carne firme e escura, perde muito líquido.

Veja aqui como pedir essas carnes em restaurantes americanos, além de imagens interessantes.

Sopa de batata

Nunca tinha experimentado uma sopa em que a batata fosse a protagonista. Gosto muito de usá-la como espessante em todo tipo de sopas, mas nunca sozinha. Ficou ótimo!

  • 500g de batatas sem casca
  • manteiga
  • 1 cebola média picada
  • 1 tablete de caldo de legumes dissolvido em 700ml de água
  • 500ml de leite
  • Sal, pimenta e noz-moscada a gosto

Esquentar o leite com a água e o caldo. Quando ferver, adicionar as batatas cortadas em rodelas (cada batata em quatro pedaços, mais ou menos) para cozinhar, o que levará cerca de 15-20 minutos. Enquanto isso, numa frigideira, dourar a cebola picada da maneira que preferir, desde que pequena, na manteiga. Quando ficar no ponto, por para cozinhar com as batatas.

Quando as batatas estiverem se partindo facilmente, temperar com sal, pimenta e noz-moscada. Na falta da noz, recomendo um verdinho como o manjericão. Liquidificar tudo no final.

 

 

 

Massa genérica para focaccia

Ontem queríamos muito comer uma focaccia ou pizza, e na falta de fermento biológico, arrisquei com o químico e deu certo. Não fica como a original, claro, mas ficou saborosa, crocante por fora e macia por dentro. Quando faltar tempo – e fermento -, recomendo!

  • 3 xícaras de farinha de trigo;
  • 3 ovos;
  • ¾ xícara de óleo;
  • 1 xícara de leite;
  • 1 colher de chá de sal;
  • 1 ½ colher de chá de fermento químico em pó;
  • Misturar tudo no liquidificador, menos o fermento, que deve ser adicionado com uma colher e incorporado lentamente.
  • Colocá-la em tabuleiro de 35×20 cm untado com manteiga e farinha.
  • Levar ao forno baixo, pré-aquecido a 180ºC por ± 25 minutos.
  • Para a cobertura sugiro azeite de oliva, sal grosso e alecrim, que devem ser todos adicionados ao final do cozimento.

A focaccia é de origem genovesa, consumida na Itália como antipasto geralmente, mas também como desjejum. A massa deve ser achatada, com até 2cm de altura. Antigamente era assada nas cinzas das lareiras, por isso a origem do nome vem de focus, que é lareira no latim.

Creme de aspargos

Se tem registros do cultivo e consumo dos aspargos desde 200 a.C, em áreas do Mediterrâneo e da Ásia Menor. A palavra vem do grego asparago e apareceu impressa em inglês pela primeira vez no ano 1000. Dizem que havia uma expressão romana para se referir a algo rápido que era: “isso é tão rápido quanto cozinhar aspargos”.  A sopa aqui apresentada também é super rápida 🙂
  • 100 g de manteiga
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1/2 l de água
  • 1 l de leite
  • 1 pacote de sopa creme de aspargos ou creme de cebola ( opcional )
  • 2 maços de aspargos – pelo menos 24 unidades
  • 1 cubinho de caldo de galinha
  • 1 lata de creme de leite
  • 4 gemas (opcional)
  • Queijo ralado (opcional)
  • Sal
  1. Levar ao fogo uma panela funda com margarina, deixar derreter;
  2. Juntar a farinha, deixar dourar – processo muito rápido!;
  3. Retirar do fogo;
  4. Juntar a água, o leite e a sopa creme;
  5. Voltar ao fogo;
  6. Colocar o caldo de galinha e os aspargos;
  7. Deixar ferver até encorpar bem – cerca de 15 minutos
  8. Temperar a sopa e acrescentar o creme com as gemas;
  9. Polvilhar com o queijo, se desejar;

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