Chocolate cookies – homenagem à Onni

Esse mês ganhei meu primeiro visitante asiático no blog. Veio da Coreia do Sul. Claro que isso me lembrou da minha única amiga que vive lá, na verdade minha única amiga oriental, Sofia. E lembrando dela, que conheci em North Vancouver, lembrei das aulas de culinária que fizemos juntas com a megera miss Lactin, na Seycove Secondary – que saudade. Aqui fica uma lembrança da querida Miss Lactin, a carrasca que botava 1 ovo e meio na receita e cuidava pra ver se separávamos na metade exata.

Cookies de chocolate – fácil e preciso!

– 125ml de manteiga em temperatura ambiente

-125ml de açúcar mascavo

– 60ml de açúcar

– 1 ovo

– 2ml de baunilha (falei que ela era carrasca! vale uma colherinha bem rasa)

– 2ml de bicarbonato de sódio

– 1ml de sal (a boa e velha pitada)

– 310ml de farinha

– 125ml de gotas de chocolate

Pré-aquecer o forno médio. Misturar farinha, bicarbonato e sal e reservar. Em outro recipiente, bater a manteiga com os dois açúcares, ovos e baunilha. Quando homogêneo, adicionar a mistura dos ingredientes secos aos poucos. Colocar as gotinhas e mexer na  mão. Assar entre 8 e 10 minutos. Quem gostar pode polvilhar um açúcar depois que os biscoitos esfriarem. Foto: foodnetwork

 

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De volta com… canjica

Após mais de um mês no conserto, meu notebook voltou com o login do blog! Depois, foi o clima de férias que me manteve distante do computador, mas, antes que chegue março para eu postar o primeiro post do ano, aí vai a receita perfeita para a quaresma: a canjica.
O termo vem do banto (kanjica), uma papa feita com a farinha de milho branco ou verde ralado – segundo o Aurélio. Outros dizem que a palavra vem do malaiala –  idioma de Malabar, região da Ásia –  Kanji, significando  “arroz com água”. O sociólogo Gilberto Freyre  dá a versão de que a canjica é prato nativo; contribuição indígena. Portanto, a história da canjica se confunde com hábitos muito remotos do consumo do milho e seus derivados na América.
Para quem se interessar nas possíveis origens do nome, recomendo esta página. Quanto à receita, deixo aqui a da mais nobre autoridade culinária que conheço, minha vó!
– 500ml de leite integral
– 1 garrafinha de leite de coco
– meia caixa de leite condensado
– 1 pacote de canjica
– 1 pacote de coco ralado
Deixar a canjica de molho uma hora e depois cozinhá-la na panela de pressão, coberta com água, por 30-40 min. -Recentemente usamos uma daquelas canjicas brancas que já vem pré-prontas, a vácuo, e ela surpreendeu demais; ficou tão boa quanto usando o grão cru. Nesse caso, não precisa cozinhar, né, apenas esquentá-la com o restante.

Bolo de cenoura de microondas

Às vezes rapidez e praticidade falam mais alto e as maravilhas do mundo moderno dão uma bela mão a quem precisa. Eu, particularmente, faço bolo no microondas – como essa receita aqui – e gosto do resultado. Agora aqui vai uma boa ideia para bolo de cenoura, fica pronta em 8 minutos!

– 2 cenouras raladas

– 1/2 xícara de óleo

– 4 ovos

– essência de baunilha a gosto (1 colher de chá basta)

– 1 + 1/2 xícara de açúcar

– 2 xícaras de farinha

– 1 colher de sopa de fermento

Juntar no liquidificador cenoura, óleo, ovos e baunilha. Bater bem. Adicionar açúcar, farinha e fermento, aos poucos. Quando colocar o fermento, melhor bater à mão. Em uma forma furada no meio, sem untar, despejar a massa, que não deve ultrapassar a metade da altura. Se isso acontecer, o melhor é colar ao redor da forma um papel manteiga mais alto para evitar vazamentos. Deixar 7 minutos no microondas. Adicionar uma tampa e cozinhar mais 1 ou 2 minutos. Atenção: a parte do meio, ao redor do furo, não cozinha direito no microondas, então o ideal é tirar qualquer sobra de massa crua com uma faquinha e pronto! O aspecto final fica mais claro que um bolo assado no forno, já que não forma a crosta escurinha. Foto: cozinhadasbecas

Picolé de pêssego

Afastada da cozinha após um episódio lamentável que quase me custou um dedo – hehe, exagero – volto a saga de sorvetes e picolés, pois, apesar do frio de hoje, o verão se aproxima!!

Receita que dá tanto sorvete quanto picolés (cerca de 12 pequenos). O ponto permite fixar legal nos palitinhos.

– 6 pêssegos bem maduros (5 bastam se forem grandes)

– 1/4 de xícara de água

– 1/4 xícara de açúcar (aproximadamente, vale o gosto de cada um)

– 2 copos de iogurte natural

Descascar e tirar o caroço das frutas. Jogar em água fervente por 20-3o segundos, deixando a pele facilmente removível. Cortar em cubinhos e cozinhar com a água em fogo baixo até os pêssegos ficarem macios, o que levará cerca de 10-12 minutos. Não deixar de mexer de vez em quando para o cozimento ser completo. Juntar o açúcar ao final e deixar esfriar. No liquidificador, bater com o iogurte o tempo que quiser, deixando mais ou menos pedaços de fruta.

Quem quiser colocar nos moldes e palitos, levar ao freezer por 30 minutos antes. 4 horas no freezer e estará pronto!

Sorvete de damasco

Mais uma receita facílima, dá pra fazer em 10 minutos! Essa receita fica realmente boa, com textura ideal de sorvete.

– 1 xícara de damascos cortados ao meio

– 1 + 1/2 xícara de água

– 3 colheres de sopa de suco de limão

– 1 lata de leite condensado

No microondas, esquente os damascos e a água por 4 minutos, formando uma calda rala junto às frutas. Deixe esfriar e liquidifique com o limão e o leite condensado. 6 horas de freezer e está pronto e delicioso 🙂

Aqui tem outras receitas que eu já testei.

Sorvete

 

 

 

 

Eu acredito ter provado os melhores sorvetes do mundo. Acima, as delícias da Haagen-Dazs, cardápio do último verão europeu. Abaixo, as casquinhas-flor da Amorino, descoberta recente na França.

 

 

 

 

 

 

E aí vai uma síntese do que prometem ser os primórdios do sorvete. Estava devendo esse post desde que escrevi sobre os mais fáceis do mundo. As mais antigas referências vem do Imperador romano Nero, que teria mandado trazer neve e gelo das montanhas e misturá-lo com frutas, e outra do imperador chinês King Tang, que teria um método de combinar leite com água do rio.

A produção de picolé no Brasil tem duas versões: uma diz que começou na cidade de Cataguases (MG), no final do século XIX. Outra, que começou em 1934, no Rio.

Uma das figuras que mais contribuiu para o sorvete ser como conhecemos hoje foi Catarina de Médici, que deixou sua tradicional família em Florença (onde os mais abastados já refrescavam suas bebidas) e casou com o duque de Orléans e foi viver em Paris. Na França, cada banquete de Catarina tinha um sorvete diferente. Para fazê-lo, eram misturados neves, sal e salitre ou azotado de potássio em um balde de madeira. Juntos, congelavam o sorvete. Dentro do balde, era colocada uma forma de estanho com ingredientes tipo creme, açúcar, suco de fruta… Depois de batidos, viravam sorvete.

E pra quem não sabe, no Brasil, desde 2002, todo 23 de setembro é dia do sorvete!! Para saber mais sobre processos químicos e curiosidades, sugiro o site do curso de química da UFSC, muito legal.

Picos!

Durante muuuito tempo, lia nas receitas “bata o creme de leite em picos moles” ou “bata até formar em picos firmes” e me perguntava por que, diabos, quem fez a receita não explicava direito o que eram cada um desses picos… Compartilho agora, para os revoltados, o que cada um dos picos quer dizer:

MOLES O creme de leite forma picos que caem delicadamente para um lado quando se ergue o batedor. Esse ponto é usado nas sobremesas e também para dar consistência mais leve e homogênea e mousses, por exemplo.

MÉDIOS Estágio após o dos picos moles, quando o creme mantém os cumes por mais tempo quando erguemos os batedores. Nesse estágio se adiciona o açúcar. Assim, pode ser usado para cobrir bolos ou como guarnição. Muitas vezes não é tão homogêneo quanto o anterior, deixando resultado mais rústico na produção.

FIRMES A espuma perde um pouco de flexibilidade e o creme pode se romper e ficar granuloso (até se transformar em manteiga). A textura aveludada se vai e o brilho diminui bastante.

Lembrando que o legal é usar creme de leite integral. Quando adoçado – com açúcar ou baunilha – vira o chantilly (veja sua história aqui). Para ser batido, o creme, a batedeira e os batedores devem estar gelados, para que a espuma saia o mais estável possível. Iniciar batendo (na mão ou na batedeira) em velocidade constante e, mais importante, moderada. Quando começar a engrossar, aumentar a velocidade e bater até atingir o estado desejado. Boa sorte 🙂

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