Picolé de pêssego

Afastada da cozinha após um episódio lamentável que quase me custou um dedo – hehe, exagero – volto a saga de sorvetes e picolés, pois, apesar do frio de hoje, o verão se aproxima!!

Receita que dá tanto sorvete quanto picolés (cerca de 12 pequenos). O ponto permite fixar legal nos palitinhos.

– 6 pêssegos bem maduros (5 bastam se forem grandes)

– 1/4 de xícara de água

– 1/4 xícara de açúcar (aproximadamente, vale o gosto de cada um)

– 2 copos de iogurte natural

Descascar e tirar o caroço das frutas. Jogar em água fervente por 20-3o segundos, deixando a pele facilmente removível. Cortar em cubinhos e cozinhar com a água em fogo baixo até os pêssegos ficarem macios, o que levará cerca de 10-12 minutos. Não deixar de mexer de vez em quando para o cozimento ser completo. Juntar o açúcar ao final e deixar esfriar. No liquidificador, bater com o iogurte o tempo que quiser, deixando mais ou menos pedaços de fruta.

Quem quiser colocar nos moldes e palitos, levar ao freezer por 30 minutos antes. 4 horas no freezer e estará pronto!

Sorvete de damasco

Mais uma receita facílima, dá pra fazer em 10 minutos! Essa receita fica realmente boa, com textura ideal de sorvete.

– 1 xícara de damascos cortados ao meio

– 1 + 1/2 xícara de água

– 3 colheres de sopa de suco de limão

– 1 lata de leite condensado

No microondas, esquente os damascos e a água por 4 minutos, formando uma calda rala junto às frutas. Deixe esfriar e liquidifique com o limão e o leite condensado. 6 horas de freezer e está pronto e delicioso 🙂

Aqui tem outras receitas que eu já testei.

Sorvete

 

 

 

 

Eu acredito ter provado os melhores sorvetes do mundo. Acima, as delícias da Haagen-Dazs, cardápio do último verão europeu. Abaixo, as casquinhas-flor da Amorino, descoberta recente na França.

 

 

 

 

 

 

E aí vai uma síntese do que prometem ser os primórdios do sorvete. Estava devendo esse post desde que escrevi sobre os mais fáceis do mundo. As mais antigas referências vem do Imperador romano Nero, que teria mandado trazer neve e gelo das montanhas e misturá-lo com frutas, e outra do imperador chinês King Tang, que teria um método de combinar leite com água do rio.

A produção de picolé no Brasil tem duas versões: uma diz que começou na cidade de Cataguases (MG), no final do século XIX. Outra, que começou em 1934, no Rio.

Uma das figuras que mais contribuiu para o sorvete ser como conhecemos hoje foi Catarina de Médici, que deixou sua tradicional família em Florença (onde os mais abastados já refrescavam suas bebidas) e casou com o duque de Orléans e foi viver em Paris. Na França, cada banquete de Catarina tinha um sorvete diferente. Para fazê-lo, eram misturados neves, sal e salitre ou azotado de potássio em um balde de madeira. Juntos, congelavam o sorvete. Dentro do balde, era colocada uma forma de estanho com ingredientes tipo creme, açúcar, suco de fruta… Depois de batidos, viravam sorvete.

E pra quem não sabe, no Brasil, desde 2002, todo 23 de setembro é dia do sorvete!! Para saber mais sobre processos químicos e curiosidades, sugiro o site do curso de química da UFSC, muito legal.

Os sorvetes mais fáceis do mundo

E quem diz isso não sou [só] eu, mas o todo-poderoso The New York Times. A primeira receita é a que eu acho mais fácil; a segunda, ele. Eu não tenho sorveteira e não pretendo fazer nada em casa colocando aditivos e estabilizantes, por isso não espero um acabamento industrial/profissional no sorvete que faço, mas fica surpreendentemente bom!

Receita 1 – Sorbet de um ingrediente só

– bananas maduras cortadas em rodelas finas

Congelar as bananas, espalhando os pedaços no fundo de um pote, formando uma só camada. Deixar no freezer por duas horas e depois processar ou bater no liquidificador até formar um creminho homogêneo  (quem deixar de um dia para o outro, descongelar até estarem suficientemente moles para serem processadas). Um mixer pode ser necessário às vezes para alcançar a textura ideal.

Lembrando que é um sorbet por não levar laticínio algum.

Receita 2 – Sorvete de leite condensado

– 1 xícara de creme de leite fresco bem gelado

– 1 lata de leite condensado gelada

– 1/2 fava de baunilha ou 2 colheres de chá da essência

Bater o creme de leite na batedeira até obter picos moles, por isso é melhor estar com os ingredientes e também os utensílios – batedeira e batedores – bem gelados. Juntar o leite condensado gradualmente, batendo sempre em velocidade baixa. Colocar a baunilha e bater, agora em velocidade média, até dar o ponto desejado. 5-6 horas de freezer e está pronto (o meu demorou mais, o freezer estava superlotado).

Pêra belle Hélène

Nunca gostei muito das sobremesas em que as frutas fazem o papel principal, mas talvez a belle Hélène me convença do contrário. A receita é simples demais, tornando a combinação dos sabores a chave!

– 3 pêras lavadas e cortadas ao meio, preservando os cabinhos

– 700ml de água

– 250g de açúcar

– limão o suficiente para passar nas pêras cortadas para que não escureçam

– meia fava de baunilha (2 colheres de chá de essência para quem não tiver)

– sorvete a escolher

– 135g de chocolate meio-amargo

– 15g de manteiga

– 150ml de nata

Ferver a água com o açúcar e a baunilha. Adicionar as pêras e deixar fervendo em fogo bem baixinho por 20-25 min. Está pronto! Fazer a calda derretendo a manteiga, o chocolate e a nata. Combinar e aproveitar 🙂

Essa receita nasceu em 1864, das mãos do chef francês Auguste Escoffier, que nomeou a criação de Belle Hélène, de acordo com a ópera de mesmo nome, da qual devia ser fã. Além do que já citei, a versão original levava, ainda, pétalas de violeta cristalizadas e era servida toda gelada, com excessão da calda.

Em breve posto a receita de alguns sorvetes caseiros para acompanhar a pêra.